ARROZ

 

Diversos historiadores e cientistas apontam o sudeste da Ásia como o local de origem do arroz.
Na Índia, uma das regiões de maior diversidade e onde ocorrem numerosas variedades endêmicas, as províncias de Bengala e Assam, bem como na Mianmar, têm sido referidas como centros de origem dessa espécie.


Duas formas silvestres são apontadas na literatura como precursoras do arroz cultivado: a espécie Oryza rufipogon, procedente da Ásia, originando a O. sativa; e a Oryza barthii (= Oryza breviligulata), derivada da África Ocidental, dando origem à O. glaberrima. O gênero Oryza é o mais rico e importante da tribo Oryzeae e engloba cerca de 23 espécies, dispersas espontaneamente nas regiões tropicais da Ásia, África e Américas. A espécie O. sativa é considerada polifilética, resultante do cruzamento de formas espontâneas variadas.

 

 

Tecnologia na produção agrícola (Orizicultura)


Bem antes de qualquer evidência histórica, o arroz foi, provavelmente, o principal alimento e a primeira planta cultivada na Ásia. As mais antigas referências ao arroz são encontradas na literatura chinesa, há cerca de 5.000 anos. O uso do arroz é muito antigo na Índia, sendo citado em todas as escrituras hindus.


Variedades especiais usadas como oferendas em cerimônias religiosas, já eram conhecidas em épocas remotas. Certas diferenças entre as formas de arroz cultivadas na Índia e sua classificação em grupos, de acordo com ciclo, exigência hídrica e valor nutritivo, foram mencionadas cerca de 1.000 a.C. Da Índia, essa cultura provavelmente estendeu-se à China e à Pérsia, difundindo-se, mais tarde, para o sul e o leste, passando pelo Arquipélago Malaio, e alcançando a Indonésia, em torno de 1500 A.C. A cultura é muito antiga nas Filipinas e, no Japão, foi introduzida pelos chineses cerca de 100 anos a.C.


Até sua introdução pelos árabes no Delta do Nilo, o arroz não era conhecido nos países Mediterrâneos. Os sarracenos levaram-no à Espanha e o espanhóis, por sua vez, à Itália. Os turcos introduziram o arroz no sudeste da Europa, donde alcançou os Balcans. Na Europa, o arroz começou a ser cultivado nos séculos VII e VIII, com a entrada dos árabes na Península Ibérica. Foram, provavelmente, os portugueses quem introduziram esse cereal na África Ocidental, e os espanhóis, os responsáveis pela sua disseminação nas Américas.


Alguns autores apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar esse cereal no continente americano. O arroz era o "milho d'água" (abati-uaupé) que os tupis, muito antes de conhecerem os portugueses, já colhiam nos alagados próximos ao litoral. Consta que integrantes da expedição de Pedro Álvares Cabral, após uma peregrinação por cerca de 5 km em solo brasileiro, traziam consigo amostras de arroz, confirmando registros de Américo Vespúcio que trazem referência a esse cereal em grandes áreas alagadas do Amazonas. Em 1587, lavouras arrozeiras já ocupavam terras na Bahia e, por volta de 1745, no Maranhão.


Em 1766, a Coroa Portuguesa autorizou a instalação da primeira descascadora de arroz no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. A prática da orizicultura no Brasil, de forma organizada e racional, aconteceu em meados do século XVIII e daquela época até a metade do século XIX, o país foi um grande exportador de arroz.

 

Na agricultura, de acordo com Köpp (2004), “o Brasil tem conseguido destacar-se a nível mundial através do emprego de técnicas adequadas às suas regiões, o mesmo ocorrendo com o Rio Grande do Sul”.

A lavoura de arroz de Uruguaiana deu um salto enorme na utilização de tecnologias de ponta. Na safra de 1970/1971, por exemplo, o Município cultivou 17.924 hectares de arroz irrigado obtendo uma produtividade média de 4.415 kg/ha. Já na safra 2001/2002, foram plantados 71.580 hectares com uma produtividade média de 7.139 kg/ha, significando mais de 60% de aumento. Além do crescimento da área plantada a produção saltou de 79.141 toneladas para algo em torno de 511.010 toneladas, ou seja, um salto produtivo de mais de 500%. A evolução por que passou este segmento nos últimos 30 anos é o reflexo do emprego em grande escala de tecnologias.


No ano de 2001, produtores de arroz irrigado dos Estados Unidos da América visitaram algumas das lavouras de Uruguaiana interessados, dente outras tecnologias, em conhecer o sistema de plantio direto de arroz e suas vantagens, o que ainda não era utilizado naquele país.
Atualmente, a chamada agricultura de precisão tem se utilizado muito dos satélites de emprego pacífico. È possível, por exemplo, com um GPS (sistema de posicionamento global) a quantificação precisa de insumos a serem utilizados na lavoura. Aliando-se informações geradas por um GPS a softwares comerciais pode-se gerar bancos de dados que permitem tomadas de decisões estratégicas no agronegócio em tempo real. A agricultura do Município já vem se beneficiando com a utilização desta nova ferramenta.


No Rio Grande do Sul a introdução da irrigação por pivô central se deu na década de 1980 quando alguns agricultores decidiram acabar com os problemas ocasionados pelos grandes períodos de estiagem, utilizando este sistema de irrigação. Em Uruguaiana, a Faculdade de Zootecnia, Veterinária e Agronomia do Câmpus Universitário da PUCRS instalou, em 2000, através de convênio com a empresa FOCKINK, o primeiro pivô central em uma universidade gaúcha para o desenvolvimento de pesquisas. Ao nível de propriedade rural já foram instalados cinco pivôs centrais no Município. Dois para experimento com arroz em sistema de rotação com outras culturas, dois com milho e sorgo para silagem (produção de leite e carne) e outro na produção de milho para comercialização em grãos.

 

 

Fonte: Zero Hora - 15/10/2010

Fonte: Zero Hora - 15/10/2010 Fonte: Zero Hora - 15/10/2010
     
   
Fonte: Zero Hora - 15/10/2010    

 

 

 

 

 

 

   

Estância Aurora
Tel : (55) 3412-3985
Rua: 13 de Maio, 2361 Bairro: Centro
Uruguaiana/RS

 

 

 

   

 
 

   
 
Copyright © 2014 :: By Portal da Fronteira Web Designer